Prezados colegas,
No Brasil esta é a primeira edição após o carnaval e como não poderia deixar de ser vem com grande quantidade de matérias, todas com excelente qualidade. Nas doenças oculares nosso leitor vai se atualizar com o uso do OCT-A na maculopatia média aguda paracentral e no OCT convencional no microburaco macular, no enfoque da cirurgia de catarata como procedimento refrativo, no diagnóstico precoce do câncer ocular com smartphone e no trauma ocular como causa de cegueira e a necessidade de políticas para sua prevenção. Harley Bicas, como sempre, instigante nos faz tentar correlacionar miopia, binocularidade estereopsia e futuros hologramas tridimensionais cinéticos, a quarta dimensão, o próprio tempo! A anestesia em oftalmologia precisava de um destaque maior e por isso foi capa desta edição dando ao procedimento a merecida importância. A Fundação Altino Ventura, e em especial, Liana Ventura, tem sido um baluarte na assistência as crianças com Síndrome Congênita do Zika Vírus. Na entrevista que ela concedeu ao UV, destacam-se a ocorrência de manifestações sistêmicas em vários órgãos, incluindo os olhos, mesmo em pacientes sem microcefalia, adicionando maior número de portadores desta terrível entidade.
Na seção Opinião desta edição, Flávio Bitelman nos mostra o crescente movimento – denominado “Fusões e Aquisições”- que ocorre entre entidades do sistema privado de saúde nacional, dentre outras, nos laboratórios, no radiodiagnóstico, em hospitais e aqui destacado a oncologia. No artigo é relatado o “case” de sucesso do Fundo Victoria que criou o Grupo Oncoclínicas. As sinergias do Grupo, composto de 50 clínicas, fez com que houvesse aumento significativo do valor do ativo. Destaca-se as vantagens e desvantagens percebidas pelos médicos vendedores. Observa-se também pela palavra de um dos fundadores que o negócio é atraente para o jovem médico e para aqueles em fase de aposentadoria. A notícia interessante e motivadora é que o Grupo Oncoclinicas baseado no sucesso está com os olhos voltados para a oftalmologia. Novos tempos, novos desafios, novas perspectivas!

Boa leitura!

Marcos Ávila
Editor clínico

Aprender com exemplos
Na oftalmologia, onde o objeto da intervenção é um pequeno e delicado órgão pelo qual o paciente normalmente recebe entre 75% e 85% das informações do mundo, a pergunta e o sentimento de receio que ela revela podem ser potencializados e os cuidados para que o ato cirúrgico e a recuperação transcorram de forma mais rápida e indolor possível devem, por isto, merecer atenção especial de toda a equipe cirúrgica e, principalmente, do cirurgião e do anestesista. Na Matéria de Capa desta edição, fomos conversar com alguns especialistas para entender melhor como funciona o uso da anestesia nos procedimentos oftalmológicos.
Também, apresentamos uma novidade nesta edição, a coluna Saúde Financeira, escrita pela colega Jeanete Herzberg, da Interact Gestão de Negócios, que faz uma interessante a comparação da saúde financeira com a saúde dos médicos e seus consultórios. O senso comum de ambas está na correta interpretação de indicadores para a gestão eficiente e a obtenção do sucesso. É sempre válido observar e aprender com quem entende do assunto.
Por fim, na minha coluna “Opinião”, resolvi escrever sobre o processo de fusões e aquisições, que está começando agora no mundo da oftalmologia, mas que tem uma experiência mais antiga na oncologia, e que muito pode nos ensinar.

Boa leitura!
Flavio Mendes Bitelman
Publisher – fbitelman@universovisual.com.br